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Lares receberam as doações da campanha Adote um vovô
No dia 21 de julho o nosso presidente, Reginaldo Hessler, realizou a entrega das doações do projeto ADOTE UM VOVÔ. Foram doados Fraldas geriátricas e alimentos como: massas, biscoitos, farinha e leite, para o Lar Fênix e Lar Casa do Vovô. Agradecemos os associados que fazem suas doações mensais para ajudar esses idosos.
Saúde Emocional
O bem-estar e a saúde mental, aspectos fundamentais para a qualidade de vida, passam, impreterivelmente, pela condição de salutaridade (equilíbrio) do sistema emocional.
A emoção é componente inseparável das atividades humanas e isso clarifica ainda mais a necessidade de abandonar dicotomias entre objetividade e subjetividade, entre razão e emoção, direcionando para a perspectiva de que emoção e sentimento são elementos constitutivos dos processamentos mentais e impactam potencialmente na saúde do indivíduo e na forma como esse percebe seu entorno e se posiciona.
Programado para buscar recompensa e identificar ameaça, o cérebro humano é uma estrutura, ao mesmo tempo fascinante e intrigante, onde sistemas emocional e cognitivo se comunicam numa trama de relação interdependente e complementar. O “bombardeio” de estímulos do dia a dia é percebido pelo nosso sistema sensorial, “filtrados” pela nossa atenção, interpretados pelo nosso sistema emocional e processados de maneira mais aprimorada pelo nosso sistema cognitivo (racional).
Tudo o que sentimos, pensamos e geramos enquanto comportamento, passa por uma avaliação emocional, a qual classifica o impacto em recompensador ou punitivo/ameaçador. O que gera impacto recompensador aumenta a atividade em áreas cerebrais relacionadas ao prazer e satisfação gerando conforto, melhorando o humor, privilegiando o pensamento positivo, potencializando a criatividade, qualificando a tomada de decisão e o funcionamento social. O impacto punitivo/ameaçador não é absolutamente ruim, na medida em que prepara nosso corpo para o enfrentamento, colocando-nos numa condição de maior alerta para o perigo e motivação para a busca de soluções, que permitam atenuar e/ou eliminar a ameaça. No entanto, quando a “carga” de impacto punitivo/ameaçador ultrapassa nossa capacidade de gestão, desencadeia importantes prejuízos no funcionamento cerebral e, consequentemente, na saúde mental.
Como mensurar, então, este nível “saudável” de exposição ao estresse?
Podemos dizer que a taxa oportuna de estresse, que auxilia na maturação saudável do sistema emocional e que dá ao indivíduo maior capacidade de resiliência, tornando-o mais bem preparado para o enfrentamento de situações adversas, diz respeito a uma quantidade “alta o suficiente” para ser percebida, mas que não extrapole a capacidade de o indivíduo suportar e gerar mecanismos de enfrentamento e superação.
A saúde emocional está muito além da ausência de quadros patológicos, diz respeito a capacidade de maximizar os afetos positivos e atenuar os afetos negativos. Quanto mais tempo o cérebro estiver envolvido com estímulos que geram recompensa, prazer e satisfação, mais processamentos emocionais positivos serão desencadeados, o que aumenta a probabilidade de processamentos mentais (pensamentos) positivos, aumentando a qualidade das respostas comportamentais.
Sentimentos de satisfação e realização com a vida, geram alto impacto recompensador no cérebro e colocam o indivíduo numa condição de bem-estar e saúde mental. Por outro lado, sentimentos de tristeza e insatisfação geram impacto punitivo e ameaçador no sistema emocional, refletindo de maneira negativa no bem-estar, na saúde mental e, consequentemente, na qualidade de vida.
Assim, o sistema emocional, que alicerça os processos afetivos, dá base para o desenvolvimento e atividade das funções cognitivas, responsáveis pelos nossos pensamentos e representações mentais acerca do mundo, impactando significativamente na percepção de bem-estar e satisfação com a vida, importantes indicadores da qualidade de vida.
Ainda sob esta perspectiva, estudos produzidos por conceituados neurocientistas têm demonstrado que falar sobre nossos sonhos, definir novos objetivos, descansar após uma rotina agitada e de grande exigência, realizar exercícios de meditação, praticar o bem e realizar atividade física, reduz o estresse e coloca o sistema emocional em condição de equilíbrio.
Sob este prisma, vale a pena investir em ambientes que, por meio das interações sociais, potencializem os vínculos de afeto positivos, forneçam bom apoio social e “alimentem” o cérebro com informações e perspectivas positivas acerca da vida. O cérebro é capaz de produzir o próprio ansiolítico e o próprio antidepressivo. É preciso porém, expor o cérebro a condições ambientais que favoreçam a produção e liberação desses agentes, contribuindo assim, para a saúde emocional.

Artigo:
Guilherme Nogueira
Professor e Pesquisador na área de Neurociência.
Doação de leite Para famílias carentes
Na última segunda-feira (19) a nossa equipe fez a entrega de 43 litros de leites para famílias carentes de Parobé. Essa doação só foi possível graças a ajuda dos Associados que no Café com Associado Julino do dia 08/07 trouxeram esses donativos para ajudar as famílias mais carentes.
Fica aqui registrado o nosso muito obrigada a todos que participaram.
Como vender online: Conheça as possibilidades para começar
Se você tem uma loja física, porque não disponibilizar os seus produtos também na internet? O comércio online não tem restrições de horários, nem de localização, o que amplia muito as suas oportunidades de negócio. É possível criar uma loja online no seu próprio website ou vender facilmente através de um marketplace, das redes sociais e até mesmo por WhatsApp.
Além disso, as vendas online tiveram o maior crescimento dos últimos anos em 2020, fazendo deste o melhor momento para quem vende pela internet.

Os números da venda online no Brasil
Com 25 anos de história no país, o e-commerce é um dos setores mais prósperos da economia nacional. Segundo dados de uma pesquisa realizada pela Mastercard e Americas Market Intelligence (AMI), 46% dos brasileiros aumentaram o volume de compras online em 2020, enquanto 7% compraram online pela primeira vez.
A pandemia do novo coronavírus teve forte impacto nesse crescimento, pois muitas pessoas optaram por lojas virtuais, marketplaces e compras por redes sociais como alternativas para evitar o varejo físico.
A tendência para 2021 é que o comércio online continue em alta. A expectativa da Ebit|Nielsen é de que o setor cresça 26% no ano, atingindo um faturamento de R$ 110 bilhões. Espera-se que esse crescimento venha principalmente pelos marketplaces. Alimentos e Bebidas; Arte e Antiguidade; Bebês; Casa e Decoração e Construção são as categorias com maior potencial para se destacar.

Como começar a vender online
Tanto para quem já tem um estabelecimento físico, quanto para quem não tem e quer começar um negócio, o digital pode ajudar a chegar a mais clientes, obter mais vendas e alcançar novos mercados. Conheça as ferramentas básicas para começar.

Loja virtual
Uma das principais maneiras de vender online é criando uma loja virtual, indicada principalmente para quem possui uma quantidade e variedade maior de produtos.
Essa opção exige mais planejamento e investimento, mas é possível começar usando plataformas que já possuem toda a configuração e recursos que uma loja online precisa, além de oferecer versões gratuitas que são fáceis de personalizar. Algumas delas são: Loja Integrada, Loja Virtual e Wix eCommerce.

Marketplaces
Os marketplaces são como shoppings virtuais onde é possível vender seus produtos, aproveitando o alto nível de acessos que possuem. Nessa opção, não é preciso investir na criação do seu próprio site, na estrutura ou marketing, apenas pagar uma comissão para a plataforma, que geralmente fica entre 10% e 20%.
Mercado Livre, Americanas.com, Magalu e Amazon são alguns dos maiores marketplaces do país e qualquer loja pode vender através de suas plataformas.

Redes Sociais
Para quem ainda não quer criar uma loja virtual ou se inserir nos marketplaces é possível vender de outras formas, e as redes sociais são ótimas ferramentas para isso. O Instagram Shopping, por exemplo, é uma ferramenta que possibilita a marcação de produtos dentro de postagens no feed e stories de contas comerciais. Esses posts de venda ganham um espaço especial, o que aumenta as chances de vender online.
Outra opção é o Facebook Marketplace, onde qualquer pessoa pode criar uma página e cadastrar seus produtos.

WhatsApp
O app de mensagens é uma das formas mais fáceis de começar a vender online. É possível criar listas de contato e divulgar os produtos através de catálogos. Além disso, o atendimento se torna ainda mais próximo e personalizado.
NÃO ao pedágio em Parobé
Nosso presidente, Reginaldo Hessler, esteve presente durante reunião nesta semana para cobrar do Governo do Estado que NÃO seja instalado pedágio em Parobé.
Conheça as facilidades que a tecnologia pode trazer para a sua empresa
São cada vez mais perceptíveis as transformações que as novas tecnologias vêm proporcionando na maneira de nos relacionarmos, tanto com outras pessoas quanto com as nossas tarefas rotineiras. Os aplicativos já são comuns e estão presentes o tempo todo em nosso cotidiano, seja para trocar mensagens, consultar o saldo no banco e pagar contas, nos informar, entre tantas outras.
E para os empreendedores não é diferente, cada vez surgem mais ferramentas para facilitar o dia a dia também nos negócios. Eles realmente podem ajudar na produtividade, organização e eficiência de diferentes demandas, otimizando o tempo e trazendo soluções mais simples, rápidas e que permitam até mesmo a automatização de alguns processos.

Tecnologia como aliada
Gerir uma empresa não é tarefa fácil e exige dos empresários organizar o tempo de forma produtiva e inteligente. E para isso, eles podem e devem contar com o auxílio da tecnologia, que pode ser uma grande aliada nesse sentido, tornando as empresas mais ágeis, enxutas e efetivas.
Já são mais de 1 milhão de aplicativos para smartphones e tablets disponíveis atualmente, e uma boa parcela deles é destinada a facilitar e organizar o dia a dia dos empreendedores.
Além das utilizações básicas como abrir e editar documentos, enviar arquivos, controlar as finanças e organizar projetos, o uso de boas tecnologias na empresa também permite um negócio mais moderno, preciso e ágil, garantindo que os funcionários tenham melhores aproveitamentos e que os clientes sejam mais bem atendidos - traz benefícios para todas as partes interessadas.

Benefícios da tecnologia para as empresas
A implementação de tecnologias em um empreendimento está diretamente ligada à redução de custos. Um bom sistema de gestão financeira ajuda muito na organização das finanças, permitindo a identificação de gastos excessivos com matéria-prima e a visualização de desperdícios, por exemplo. Além disso, a automatização de tarefas também é uma consequência e ajuda na economia da empresa.
O aumento da produtividade é outro resultado percebido, pois o uso da tecnologia reduz ou até elimina a necessidade de controles manuais. Sem falar que ela também pode padronizar processos, o que reduz a incidência de erros ou a necessidade de retrabalhos, diminuindo o tempo de produção.
A otimização e automação de processos é outro benefício que, além de tornar o trabalho mais rápido e eficiente, libera os colaboradores para tarefas mais estratégicas e que exigem mais tempo, permitindo um melhor aproveitamento do capital humano.
A melhoria da comunicação é uma importante aliada, pois quando profissionais e líderes se comunicam bem, podem trabalhar com mais alinhamento e direcionamento de ideias e objetivos. A tecnologia facilita a comunicação tanto entre colegas e gestores, quanto com clientes e fornecedores.
Resumindo, ela torna os negócios mais flexíveis, móveis e prontos para atender às necessidades individuais dos clientes, sem processos engessados e limitantes. A transformação digital já vem acontecendo há alguns anos, mas tomou ainda mais velocidade no momento atual, o que exige adaptações para tirar o máximo de proveito possível das facilidades que isso proporciona.

Aplicativos para empreendedores
Uma das formas mais simples de introduzir e utilizar a tecnologia no dia a dia da empresa é através dos aplicativos. Por isso, selecionamos algumas dicas daqueles que todo empreendedor deveria usar para ser mais produtivo, organizado e eficiente.

Internet Banking
Não importa qual é o seu banco, você pode fazer diversas operações bancárias diretamente pelo seu smartphone ou computador. Praticamente todos os bancos possuem aplicativos e sites que permitem consultar saldos e extratos, fazer transferências, pagar contas e boletos, solicitar serviços e até mesmo falar com o gerente ou funcionários do banco através de chats. Tudo isso com segurança, rapidez e sem precisar sair de casa e enfrentar as filas das agências.

Dropbox
Gratuito | Disponível para iOS e Android
Esse aplicativo é ideal para quem precisa acessar uma foto ou um documento rapidamente de qualquer lugar. O Dropbox armazena todos os seus arquivos na nuvem e permite o acesso de maneira fácil, por meio de smartphones, tablets e computadores. Fundamental principalmente para empreendedores que viajam muito ou não param em um só lugar, a ferramenta mantém seus arquivos seguros e organizados e ainda permite o compartilhamento com outras pessoas.

Trello
Gratuito | Disponível para iOS e Android
A ferramenta permite a organização de todas as tarefas em um único lugar, através de um mural personalizado e flexível com aparência intuitiva e muito fácil de usar. A tela do aplicativo é dividida em colunas personalizáveis, como “a fazer”, “em andamento” e “concluído”. É possível ainda incluir checklists, fotos, vídeos e comentários, além de criar equipes em que todos podem acompanhar, incluir e alterar as tarefas, tudo salvo em tempo real na nuvem. Pode ser acessado também pelo computador.

QuickBooks ZeroPaper
Gratuito | Disponível para iOS e Android
O aplicativo ZeroPaper é um gestor financeiro simples, que permite que autônomos, profissionais liberais, MEI’s e micro empresas controlem suas finanças facilmente de qualquer lugar. Ele permite analisar situações financeiras, além de apontar os caminhos para que você melhore sua gestão por meio de verificações orçamentárias. Com várias funcionalidades, como emissão de boletos bancários, planilha de gastos, relatórios de resultados e fluxo de caixa completo, o aplicativo é simples, intuitivo e também pode ser acessado pelo computador.

Agendor - CRM
Gratuito | Disponível para iOS e Android
CRM (Customer Relationship Management) significa Gestão do Relacionamento com o Cliente, e é uma ferramenta que mantém registro centralizado de todos os seus contatos, o histórico de relacionamento de cada cliente, um funil de vendas visual e intuitivo, estatísticas de desempenho, etc. Ela permite a gestão de vendas e atendimento ao cliente. O Agendor é um aplicativo que disponibiliza um plano gratuito para empresas implementarem esse sistema.
CDL e Sindicato Lojista
De forma recorrente, temos observado que existem dúvidas de parte de nossos associados em relação às atribuições de cada uma destas entidades que, primordialmente, são compostas por empresários do Comércio.
As Câmaras de Dirigentes Lojistas – CDLs, funcionam sob a forma de associações de empresários. Originalmente concebidas para congregar apenas dirigentes lojistas, hoje em dia já são integradas também pelos setores da indústria e serviços, além de profissionais liberais.
Cada CDL, com base territorial em uma cidade específica, constitui-se de uma entidade civil, sem fins lucrativos, criada para proteger, orientar e defender os direitos dos empresários associados à instituição.
Uma das atividades mais conhecidas das CDLs, é a defesa dos seus associados contra a inadimplência, através do Serviço de Proteção ao Crédito – SPC. Mas não é a única.
As CDLs também costumam disponibilizar outros benefícios e vantagens para seus associados, como cursos, palestras, treinamentos e consultorias, sempre visando o aprimoramento dos profissionais que congrega, além de Convênios, para concessão de descontos aos seus associados.
Por outro lado, as CDLs servem como importante canal de comunicação entre os seus associados e o Poder Público de cada município.
Mas, o que é muito importante destacar, é que as CDLs não têm nenhum tipo de ingerência sobre negociações de cunho trabalhista. Essa atividade é exclusiva dos Sindicatos.
Os Sindicatos são entidades legalmente constituídas, que representam categorias econômicas específicas. Sua finalidade precípua é regular as relações de trabalho.
Existem Sindicatos que representam os empregados de determinada categoria, como o Sindicato dos Comerciários, por exemplo. E Sindicatos que representam os empregadores de determinada categoria, como o Sindicato dos Lojistas, por exemplo.
Mas existem inúmeros outros Sindicatos, representativos de cada categoria profissional.
É prerrogativa exclusiva dos Sindicatos a elaboração de Convenções Coletivas ou Acordos Coletivos de Trabalho, por expressa disposição de lei. E tudo quanto estabelecido nestas Convenções Coletivas é aplicável a todos os integrantes de cada categoria, sejam ou não associados aos Sindicatos.
Ou seja, todas as Convenções Coletivas assim são formalizadas por acordo entre o Sindicato dos Empregados e o Sindicato Patronal, exclusivamente.
E, apesar de ter a representatividade de todos os seus associados, lojistas ou não, as CDLs não participam destes acordos, porque não têm legitimidade legal para tal.
Portanto, as cláusulas que constam de Convenções Coletivas são de exclusiva responsabilidade dos dois Sindicatos envolvidos (empregados e empregadores), não tendo as CDLs nenhum tipo de participação no quanto é decidido e estabelecido.

Magali Flocke Hack
Assessoria Jurídica da CDL Parobé
Inteligência emocional nas relações.
Inteligência emocional é um conceito em Psicologia que descreve a capacidade de reconhecer e avaliar os seus próprios sentimentos e os dos outros, assim como a capacidade de lidar com eles. Pelo ponto de vista da filosofia, é a competência responsável por boa parte do sucesso e da capacidade de liderança de um ser humano.
Inteligência Emocional que vai além… Além de apenas descrever ou reconhecer os próprios sentimentos, os dos outros e lidar com eles.
O prefixo “Meta” nos remete a um posicionamento futuro, um estado desejado que se faz ao mesmo tempo de parâmetro e estímulo. A escritora Ella Wheeler disse o seguinte: “Um barco sai para o leste, outro para o oeste, levados pelo mesmo vento que sopra. É a posição das velas, e não o sopro do vento, que determina o caminho que eles seguem. Assim também são os nossos caminhos na vida, é a posição da nossa alma que determina a meta, e não os acontecimentos do mundo.”
Inteligência Emocional é a metodologia de Autoconhecimento com bases em Psicologia, Eneagrama que tem como objetivo ajudar as pessoas a ajustarem o direcionamento das suas vidas, não somente pela meta que querem atingir ou pelo sonho que querem realizar, mas pelo redescobrimento da sua essência.


Aceitação
Compreendo e aceito tantos meus pontos fortes quanto os fracos;

Confiança de si
Estou pronto tanto para as situações positivas quanto para as negativas que acontecem na vida;

Tomar decisões melhores
Estou em contato com minhas emoções e sou capaz de acessá-las, agindo de forma mais consciente;

Maior autocontrole emocional
Consigo antecipar e evitar esgotamentos emocionais;

Controle de estresse
A partir do meu estilo emocional, analiso as estratégias mais adequadas para manter o equilíbrio de forma inteligente.

Artigo
Andreia Capoani
Diretora do Instituto Eneagrama Litoral Norte RS

Dando a volta por cima: Do quase fechamento à duplicação do faturamento
Conheça a história do Emerson Antônio Block, proprietário do Xis do Alemão em Parobé, que se viu tendo que fechar duas das três unidades do seu negócio no começo da pandemia, mas que com as mudanças certas e muito trabalho, conseguiu duplicar o seu faturamento com apenas uma unidade alguns meses depois.
O começo do Xis do Alemão
A história do Xis do Alemão começou por volta de 2012, quando Emerson, com uma minivan Towner, vendia lanches em frente a bailes na cidade. No começo era algo temporário, pois Emerson era soldador e estava esperando ser chamado em um concurso no qual havia sido aprovado. Ele conta que não tinha experiência com a venda de comida e tudo começou despretensiosamente: “Eu sempre fui metalúrgico, não tinha experiência com a venda de lanches ou administração de um negócio, mas quando passei no concurso, demorou mais de dois anos para eu ser chamado, então tive que me virar enquanto isso”.
Durante esse período, enquanto vendia lanches com a sua Towner no centro de Parobé, Emerson recebeu a proposta de fazer uma lancheria em um terreno muito bem localizado na cidade. Mesmo sem experiência ou dinheiro para investir, ele resolveu aceitar, incentivado pela esposa Daniela.
Emerson conta que o início foi complicado e demorou para o negócio dar certo. “Eu lembro que para começar tivemos que vender a nossa TV. Tinha só cinco mesas no restaurante, não tínhamos recursos, foi muito difícil. Mas nós tínhamos qualidade, sempre tivemos”, destaca.
Com isso e muito trabalho do casal, Emerson lembra que depois de algum tempo começaram a aparecer os resultados. “Ficamos uns três anos trabalhando todas as noites, de segunda a segunda. Levou tempo e trabalhamos muito, mas então começamos a crescer, a ganhar muitos clientes que gostavam e sempre voltavam, construímos uma boa relação”. A partir disso, o movimento e o faturamento melhoraram, “mas o ambiente ainda era simples”, destaca Emerson.
Ampliação dos negócios
Em 2018, com o negócio já estável e rentável em Parobé, surgiu a oportunidade de ter uma filial em São Francisco de Paula. Emerson então abriu sua segunda unidade do Xis do Alemão, colocando grande foco e força de trabalho lá. “Faturamos bem em São Francisco, o negócio teve boa aceitação no local”, conta.
Depois de um ano, no final de 2019, apareceu outra oportunidade, agora de abrir a terceira filial na cidade de Sapiranga. Em novembro do mesmo ano, Emerson inaugurou a unidade, fazendo algo melhorado e com maior investimento: “Montamos um espaço diferenciado lá, investi muito dinheiro para fazer algo legal, com jardim, decoração e até piscina”.
Porém, cerca de três meses depois, a pandemia do novo coronavírus chegou na região e fez com que tudo fosse fechado. Emerson explica que não deu tempo de recuperar o valor que colocou no novo negócio e acabou perdendo tudo que tinha investido.
“Apesar de ter três unidades, ficou muito difícil manter os negócios, pois também tinha três despesas grandes, com aluguéis muito altos em três cidades diferentes. Fora todo o investimento que tinha feito”. Com isso, Emerson acabou desanimando e decidiu fechar as unidades de Sapiranga e São Francisco, ficando apenas com a de Parobé.
O ponto de virada
Ao se ver sem saída em uma situação complicada e sem dinheiro para mais investimentos, Emerson não desistiu e resolveu inovar como ainda podia. “Vendi a unidade em São Chico, fechei em Sapiranga, peguei todo o dinheiro que consegui e investi tudo em mudar a loja de Parobé, alugando outro lugar perto de onde era, mas maior e melhor”.
Emerson destaca que escolheu manter a unidade de Parobé pois sentiu que tinha que fazer algo pelo município também: “Resolvi dar essa reviravolta com a loja de Parobé porque era a minha cidade, né, onde me criei, os clientes daqui mereciam algo melhor também”.
Com mais tempo, pois agora só tinha uma unidade para administrar, ele contratou apenas os serviços essenciais para arrumar o novo local, e o resto foi fazendo ele mesmo com as próprias mãos. Emerson conta que levou 50 dias para transformar a sala: “Com a ajuda do meu sogro e do meu gerente, começamos a reformar e organizar o novo espaço. Quebramos parede, abrimos e fechamos portas, sem ajuda nenhuma. Fizemos o deck e o pergolado da frente sozinhos também, e conseguimos adaptar e aproveitar os equipamentos da loja de Sapiranga, que era tudo novo”.
A obra ficou pronta e o novo Xis do Alemão foi inaugurado em outubro de 2020. Emerson já foi surpreendido no final do primeiro mês, quando faturou mais do que costumava faturar antes da pandemia, somando as três unidades. Em novembro, o faturamento aumentou mais ainda e, em dezembro, passou o dobro dos ganhos que tinha com as três filiais, agora com uma só.
Emerson conta que o ambiente melhorado e o atendimento mais preparado fizeram a diferença: “Gente que nunca tinha vindo antes por causa do ambiente, agora vinha. Tive que começar a fazer reserva e até sala de espera, pois não tinha mesa para atender todo mundo”.
Ao falar da lição tirada com tudo isso, Emerson afirma que tudo foi aprendizado, mesmo não tendo sido fácil. “Aprendi muito com tudo isso, cresci muito, serviu pra colocar o pé no chão e não dar o passo maior que a perna, tem que se planejar. Consegui parar pra olhar coisas que eu não estava prestando atenção antes, é importante ter tempo e estar presente”.
Ele conta ainda que conseguiu melhorar em outro pontos: “Dando foco num negócio só, comecei a cuidar mais das compras, mais da parte interna, consegui fazer tudo funcionar certo. Também prezamos muito a qualidade, toda a produção e preparação dos alimentos é feita aqui”.
Além disso, outro diferencial apontado pelo “Alemão” é fazer o que gosta. “Eu amo trabalhar com isso aqui, nunca gostei de trabalhar como soldador. E trabalhando com o que tu gosta, o dinheiro é consequência. O meu maior prazer é atender bem, fazer os clientes saírem satisfeitos e elogiando, é gratificante”.
E sobre o futuro, Emerson fala que vai continuar fazendo o melhor possível com a situação que tiver. “Queremos melhorar cada vez mais, estamos sempre inovando, procurando onde podemos melhorar, com propaganda, com funcionários. E claro, conseguir comprar o meu espaço, pra não precisar pagar mais aluguel, né. São planos para o futuro”.
Obtenha resultados positivos nas ações na loja física
Com todas mudanças e transformações tecnológicas que vêm ocorrendo nos últimos anos - ainda mais intensificadas em 2020 - aquilo que antes era um diferencial se tornou necessidade básica. Agora, mais do que nunca, é fundamental que o varejo físico se adapte às novas necessidades e comportamentos do consumidor.
A loja física ainda tem espaço no mercado? O que fazer para gerar impactos positivos? E o que esperar daqui pra frente? Para responder essas perguntas, conversamos com Jonathan Benitez, CEO da Cellairis Brasil, empreendedor com 21 anos de varejo e especialista em formação de lideranças, gestão de pessoas e desenvolvimento de projetos de franquias de sucesso.
Para Benitez, o último ano certamente foi um dos mais difíceis da história do empreendedorismo, trazendo mudanças no comportamento de consumo, custos crescentes, necessidade de implementação de novas normas de segurança e inúmeros outros desafios.
Embora mais conectadas, as pessoas estão mais inseguras. Por isso é essencial entender suas necessidades e expectativas. “O papel do varejo sempre foi e, neste momento mais do que nunca, é o de atender as necessidades do cliente, e agora munido de tecnologia em todas as frentes, seja para se relacionar, oferecer, cobrar, entregar”, destaca Jonathan.
Com todas as mudanças que vêm acontecendo, não basta apenas querer se adaptar, é preciso estar preparado e colocar a mão na massa para não só acompanhar as transformações, mas também fazer parte dela e se destacar. Os varejistas precisaram ser rápidos, criativos e adaptativos para sobreviverem.
A gestão ágil, com foco no controle de custos e despesas, além da tecnologia, tornam-se cruciais, sendo importante também priorizar a experiência de compra personalizada para clientes do varejo. O ser humano se coloca no centro das atenções e como verdadeiro protagonista deste novo momento, mudando suas escolhas, seus hábitos e comportamentos.
Ações no varejo físico para ter impactos positivos
A partir de agora é preciso olhar com ainda mais atenção para os consumidores que não dispensam a experiência da loja física e potencializá-la. As interações físicas se tornarão mais estratégicas do que efetivamente as vendas, ou seja, não se pode mais pensar apenas em venda no ponto de vendas.
Jonathan explica que “para os dias de hoje, o importante é focar nas ações de curto prazo, ou seja, no seu time e no cliente”. É preciso entender que o cliente é pessoa, e o colaborador também. Para entender de negócios, é preciso entender de pessoas. Por isso, as mudanças devem ser pensadas de dentro para fora, começando pelo seu time e sua cultura. Investir nesse processo de capacitação pode trazer resultados muito mais expressivos do que apenas ações direcionadas a vendas.
Para Jonathan, “outro foco importante é aumentar o ticket médio, aproveitando as mesmas oportunidades e vendendo mais para elas. O número de vendas vem caindo por conta da queda de fluxo, logo, é necessário traçar um plano para atrair novos clientes e/ou aumentar a conversão da sua base atual”.
Vale ressaltar que o bom relacionamento com os clientes sempre é o caminho para resultados positivos nas vendas. Afinal, quem vive uma experiência diferenciada positivamente passa a ter mais confiança no negócio. O foco aqui é a prática do atendimento humanizado. Ofereça experiências únicas de acordo com as necessidades de cada um.
É extremamente importante entender a fundo o que o seu consumidor busca, escutando-o e fazendo mudanças a partir disso. Uma experiência de compra única vai além da aquisição de um produto. Essa ação toma outro significado quando se usam soluções que transformam o processo de compra em uma vivência personalizada e diferenciada; quando se vende valor, não preço.
A transparência e a confiança deixaram de ser opcionais, tornando- se a base do relacionamento tanto com o cliente interno, o colaborador, quanto com o cliente externo, o consumidor. A dica é buscar uma relação com mais empatia, se colocando no lugar do outro e procurando enxergar suas dificuldades. Por exemplo, se seu cliente reclama do atendimento, coloque-se no lugar dele e viva essa experiência para encontrar a solução.
A partir dessas ações é possível fazer com que o cliente se identifique e tenha afinidade com a marca. Nessa mesma linha, é preciso saber respeitar o momento de compra de cada um, sem forçar para que ela ocorra antes da hora. Um atendimento humanizado também significa que tudo aconteça de maneira natural.
Portanto, para aumentar as vendas da loja física, indica-se agir com estratégia e investir em ideias e processos que atraiam o cliente e proporcionem uma boa experiência de compra, segura, empática e rápida.
E para isso, a tecnologia é uma realidade complementar e indispensável. Use e abuse das possibilidades que ela pode trazer para melhorar ainda mais a experiência do cliente, como a automação, racionalização e otimização das etapas, gerando mais agilidade no atendimento ao cliente e aumentando a produtividade da equipe.
O que esperar do futuro das lojas físicas
Como foi visto, os consumidores e colaboradores estão mais exigentes, a relação mudou, e os negócios precisam se preparar para esse novo momento. Já é comprovado que empresas mais flexíveis a essas mudanças tendem a se adaptar mais rápido e conquistar resultados positivos.
Segundo Jonathan, “nos próximos anos veremos grandes mudanças nos hábitos de consumo, basta olhar para nossos filhos e perceber a naturalidade no uso da tecnologia. Sempre haverá espaço para nichos, não excluindo no futuro negócios exclusivamente físicos, porém, a grande massa com certeza, será omnichannel, com a integração de canais”.
Nesse ponto de vista, ele defende que a loja física continuará tendo espaço, mas não existirá mais varejo físico e online, apenas a integração deles. Um vai complementar o outro buscando sempre a melhor experiência possível para o cliente.
E para os varejistas que ainda estão no começo dessa transformação, Jonathan indica: “Seja você a mudança que você quer ver na sua empresa. Faça cursos de vendas online, marketing digital, e-commerce para poder desenhar uma estratégia mais coesa. O maior erro que vejo nos varejistas é não fazer questão de entender essa mudança e delegar tudo”.
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